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Governo mantém meta de superávit para o Orçamento de 2027

Governo mantém meta de superávit para o Orçamento de 2027
Washington Costa/Ministério da Fazenda

A previsão de superávit primário no Orçamento de 2027 está mantida, mesmo após o anúncio recente de medidas com impacto nas contas públicas, conforme declarou nesta quinta-feira (22) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o representante da pasta econômica, as iniciativas foram planejadas dentro das regras fiscais vigentes, preservando o arcabouço fiscal estabelecido e garantindo estabilidade para o planejamento financeiro do país nos próximos anos.

Durante entrevista ao portal Metrópoles, o ministro enfatizou que a entrega de resultados positivos permanece como prioridade para a gestão. A condução fiscal tem sido debatida intensamente no cenário nacional, exigindo transparência sobre os rumos econômicos e o impacto de novas políticas públicas adotadas pelo governo federal.

Manutenção das regras fiscais e planejamento

Durigan sustentou que as iniciativas anunciadas pelo governo em 2026 são viáveis porque foram elaboradas com base na identificação de espaço no Orçamento e na definição de prioridades, sem mudanças nas regras fiscais. O que o governo fez este ano ocorreu dentro de um marco fiscal rigoroso, encontrando alternativas e definindo prioridades de alocação de recursos.

Entre as medidas anunciadas estão o reajuste do Bolsa Família em cerca de 15%, ações estratégicas para reduzir o custo dos combustíveis, a nova etapa do programa de renegociação de dívidas e iniciativas voltadas para o setor de apostas esportivas. Adicionalmente, a administração federal apresentou uma proposta de emenda à Constituição visando instituir tarifa zero no transporte público durante os fins de semana e feriados.

Para o ministério, todas essas ações obedecem estritamente a critérios técnicos e fiscais. O argumento central é que a racionalidade econômica norteia cada decisão tomada, assegurando que os gastos adicionais sejam compensados por receitas previstas e remanejamentos orçamentários adequados.

Acomodação de custos e o Orçamento de 2027

Para acomodar parte dos custos gerados pelas novas políticas, o Ministério do Planejamento e Orçamento planeja encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027. A estratégia prevê o remanejamento de aproximadamente R$ 20 bilhões, sem elevar o teto total de despesas estipulado pela legislação.

O restante do impacto financeiro deve ser absorvido por meio da revisão nas estimativas de gastos obrigatórios. Essa dinâmica busca incorporar demandas sociais e econômicas importantes sem comprometer a trajetória de equilíbrio das contas públicas a longo prazo.

Renegociação de débitos e impacto social

O ministro também diferenciou propostas de renegociação de débitos, como as do programa Desenrola, de medidas de congelamento de dívidas. O objetivo principal é oferecer condições para que famílias e pequenos empreendedores regularizem pendências financeiras e recuperem o pleno acesso ao crédito no mercado.

Enquanto as etapas anteriores contaram com deságios expressivos nos leilões, a terceira fase projeta a compra de parte dos débitos com descontos significativos. Para o governo, o endividamento generalizado, intensificado desde o período da pandemia, exige soluções estruturadas para evitar riscos sistêmicos ao fluxo financeiro nacional.

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