A 18ª edição da Libertadores Feminina, sediada em Quito, no Equador, garantiu mais um capítulo histórico para o futebol sul-americano ao assegurar, pela 15ª vez, um campeão do Brasil. Na noite de quarta-feira (28), o Cruzeiro venceu o Olimpia por 1 a 0 no Estádio Casa Blanca e carimbou a vaga na decisão inédita. Do outro lado da chave, o Corinthians superou o Santa Fe, da Colômbia, por 2 a 1 de virada, mantendo a forte hegemonia nacional no torneio continental.
Esta será a terceira vez na história que a final da principal competição de clubes da América do Sul contará com duas equipes do mesmo país. Nas ocasiões anteriores, o Corinthians esteve presente e faturou a taça. Em 2019, também em solo equatoriano, as paulistas bateram a Ferroviária. Quatro anos depois, o triunfo veio sobre o rival Palmeiras, em partida disputada na Colômbia.
Caminho das equipes até a decisão
Estreante na competição internacional, o Cruzeiro construiu sua classificação com determinação e momentos decisivos no segundo tempo. Aos quatro minutos da etapa final, a jogadora Byanca Brasil acertou uma cobrança de falta no travessão, permitindo que Marília aproveitasse o rebote para estufar as redes e garantir a vantagem mínima.
O cenário para as mineiras ficou favorável após a expulsão de Pamela Villalba, do Olimpia, que recebeu o segundo cartão amarelo. Apesar da pressão nos acréscimos, com uma defesa milagrosa da goleira Camila Rodrigues em finalização de Cynthia Casco, a vitória celeste foi confirmada e colocou o clube na decisão internacional.
Hegemonia alvinegra e histórico de confrontos
Enquanto o Corinthians busca o sétimo título continental de sua história e o quarto consecutivo, a final deste sábado (31) representa uma grande oportunidade de revanche para o Cruzeiro. Os dois clubes já decidiram títulos nacionais importantes recentemente, como o Campeonato Brasileiro do ano passado e a Supercopa do Brasil em 2024, além de um mata-mata no Brasileirão desta temporada, sempre com triunfo das paulistas.
A partida decisiva será realizada novamente no Estádio Casa Blanca, em horário definido pela Conmebol. No mesmo dia e local, Santa Fe e Olimpia disputam o terceiro lugar do torneio sul-americano.
De olho no cenário mundial
Além da taça continental, o torneio vale vagas importantes no calendário global da modalidade. O campeão da Libertadores garante participação na Copa das Campeãs do próximo ano, equivalente à Copa Intercontinental da Fifa, cuja estreia nas semifinais será diante do Barcelona, campeão europeu, em 27 de janeiro.
Caso o Cruzeiro conquiste o título inédito, o clube assegura também uma vaga na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina, programada para 2028 nos Estados Unidos. Como o Corinthians já possui vaga garantida pelas conquistas anteriores de 2024 e 2025, um novo título alvinegro fará com que o segundo representante sul-americano seja definido por um ranking continental de clubes.
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