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Desemprego abaixo da média nacional atinge 11 estados brasileiros

Desemprego abaixo da média nacional atinge 11 estados brasileiros
Santa Catarina: 2,1% Mato Grosso: 2,2%

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um cenário de melhora no segundo trimestre de 2026, com 11 unidades da federação registrando taxas de desemprego inferiores à média nacional, que ficou em 5,4%. Os dados, revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, mostram uma disparidade regional significativa, com estados das regiões Sul e Centro-Oeste liderando a lista de menores índices de desocupação.

Desempenho regional e disparidades econômicas

O levantamento aponta que o Brasil vive um momento de retomada, com o desemprego recuando de 6,1% no primeiro trimestre para os atuais 5,4%. Entre os destaques positivos, cinco estados conseguiram manter o índice de desemprego abaixo da marca de 3%. Santa Catarina lidera o ranking nacional com 2,1%, seguido de perto por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a heterogeneidade dos números reflete a estrutura econômica de cada região. Estados com maior grau de industrialização e maior investimento em qualificação profissional tendem a absorver a mão de obra com mais rapidez. A força econômica do Sul e do Centro-Oeste contrasta com os desafios estruturais ainda enfrentados em algumas unidades do Norte e Nordeste, onde as taxas de desocupação permanecem mais elevadas.

Tendência de queda e mercado de trabalho

Além da média nacional favorável, o trimestre foi marcado por uma redução efetiva no número de pessoas sem ocupação em 13 localidades. O movimento de queda é um indicador de aquecimento da economia, que se reflete na criação de postos de trabalho formais e informais. É importante ressaltar que a metodologia do IBGE considera ocupado qualquer cidadão com 14 anos ou mais que exerça atividade remunerada, incluindo trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada.

Um dado que merece atenção especial é a redução do chamado desemprego de longa duração. Pessoas que buscam uma vaga há dois anos ou mais somam 1,06 milhão, o menor contingente desde o início da série histórica em 2012. Essa queda de 15,6% em relação ao mesmo período de 2025 sugere que o mercado está conseguindo reinserir trabalhadores que estavam há muito tempo afastados das atividades produtivas.

Desafios sociais e desigualdades persistentes

Apesar do otimismo com os números gerais, a análise detalhada da Pnad expõe desigualdades estruturais que persistem no país. A taxa de desocupação entre homens (4,6%) permanece abaixo da média, enquanto entre as mulheres o índice atinge 6,4%. A questão racial também é um fator determinante: pretos (6,9%) e pardos (6,1%) ainda enfrentam dificuldades maiores para encontrar uma colocação no mercado do que os brancos (4,2%).

Esses indicadores reforçam a necessidade de políticas públicas focadas na inclusão de grupos historicamente marginalizados. O Estatuto da Igualdade Racial, que agrupa pretos e pardos sob a categoria de população negra, continua sendo uma referência importante para o debate sobre as disparidades de acesso ao trabalho e renda no Brasil.

O Rádio Cachoeiro FM segue acompanhando de perto os indicadores econômicos e sociais que impactam o dia a dia dos brasileiros. Continue conosco para entender os desdobramentos dessas políticas e como o cenário nacional se reflete em nossa região, sempre com a credibilidade e a profundidade que você já conhece.

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