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7 de Setembro honra mulheres que desbravaram o futebol feminino no Brasil

7 de Setembro honra mulheres que desbravaram o futebol feminino no Brasil
© Acervo Museu do Futebol/Divulgação

O Desfile de 7 de Setembro em Brasília ganha um contorno de celebração histórica nesta segunda-feira. Em uma iniciativa que une patriotismo e reconhecimento esportivo, um grupo de atletas que pavimentou o caminho para a modalidade no país será homenageado na Esplanada dos Ministérios. O desfile contará com a presença de jogadoras que defenderam a seleção brasileira entre as décadas de 1980 e 1990, desfilando em carro aberto diante do público.

Legado e superação na história do esporte

A homenagem é um reconhecimento direto à resiliência de mulheres que enfrentaram barreiras estruturais e preconceitos em uma época em que o futebol feminino ainda lutava por espaço e legitimidade. Vale lembrar que a prática da modalidade por mulheres foi legalmente proibida no Brasil por décadas, sendo liberada apenas em 1979. A presença dessas atletas na festividade simboliza a superação desse período de invisibilidade.

Entre as convidadas está a baiana Dilma Mendes, tricampeã mundial e técnica da Seleção Brasileira Feminina de Fut7 desde 2019. Sua trajetória é emblemática, tendo sido eleita três vezes a melhor treinadora do mundo na modalidade society. Ela representa a força de uma geração que precisou construir o futebol feminino quase do zero, sem o suporte institucional que hoje começa a ser consolidado.

A primeira geração e a Copa de 1988

O desfile também destaca as atletas que integraram a primeira geração pós-profissionalização, marcando presença na Copa do Mundo Experimental de Futebol Feminino, realizada em 1988, na China. Naquela ocasião, o Brasil conquistou um honroso terceiro lugar, plantando a semente para o crescimento do esporte no cenário internacional.

O grupo de pioneiras inclui nomes fundamentais como Lucilene de Souza Marinho (Cebola), Marisa Pires Nogueira, Mariléia dos Santos (Michael Jackson), Iracema Ferreira (Rata) e Suzy Bittencourt de Oliveira. Para Marisa Pires Nogueira, capitã daquela seleção de 1988, o momento é de profunda honra. “Representaremos não só nossas gerações e o legado que deixamos, mas o futebol feminino como um todo”, afirmou a ex-atleta sobre a importância da reunião das pioneiras.

Conexão com o futuro e a Copa de 2027

A celebração ocorre em um contexto estratégico para o esporte nacional. O Brasil será sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027, um evento que promete elevar o patamar da modalidade no país. A homenagem no 7 de Setembro serve como uma ponte entre o passado de luta e o futuro de grandes expectativas.

Além das pioneiras de 1988, o desfile contará com atletas que consolidaram o futebol feminino nos anos 90, como Miriam Soares, Lunalva Torres de Almeida (Nalvinha), Elissandra Regina Cavalcanti (Nenê), Yara Silva e a lendária Miraildes Maciel Mota, a Formiga. Com sete participações em Copas do Mundo entre 1995 e 2019, Formiga é o maior símbolo da longevidade e da dedicação ao futebol feminino brasileiro.

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