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Brasil e outros 13 países terão acesso facilitado ao lenacapavir para prevenção do HIV via Opas

Brasil e outros 13 países terão acesso facilitado ao lenacapavir para prevenção do HIV via Opas
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) anunciou uma medida estratégica para fortalecer o combate ao HIV na América Latina e no Caribe. A entidade vai ampliar o acesso ao lenacapavir, um antirretroviral de ação prolongada que se destaca como uma das ferramentas mais eficazes na prevenção da infecção. A iniciativa contempla 14 países da região, incluindo o Brasil, que poderão adquirir o medicamento por meio de fundos rotatórios regionais.

A decisão responde a um cenário epidemiológico que ainda exige atenção. Dados da Opas apontam que, anualmente, cerca de 140 mil novas infecções pelo vírus são registradas na região. A introdução do novo fármaco busca oferecer uma alternativa robusta aos métodos tradicionais, visando atingir a meta global de eliminar o HIV como um problema de saúde pública até 2030.

Tecnologia e eficácia na prevenção

O lenacapavir funciona como uma profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável. O grande diferencial deste medicamento é a sua periodicidade: ele é administrado apenas duas vezes ao ano. Essa característica facilita a adesão ao tratamento, especialmente para populações que encontram barreiras para manter esquemas preventivos de uso diário ou sob demanda.

Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chancelou o uso do fármaco após ensaios clínicos demonstrarem uma eficácia próxima de 100% na prevenção da infecção pelo HIV. A inclusão do medicamento no portfólio de saúde pública regional é vista como um passo fundamental para diversificar as opções de proteção, que já contam com preservativos, PrEP oral e o cabotegravir.

Produção local e sustentabilidade no Brasil

Além da importação via fundos da Opas, o Brasil está no centro de um projeto de transferência de tecnologia. A farmacêutica Gilead Sciences, fabricante do lenacapavir, comprometeu-se a avançar em processos que viabilizem a produção local do medicamento em solo brasileiro. Embora os prazos e mecanismos técnicos ainda estejam em fase de desenvolvimento, a medida é considerada vital para garantir a sustentabilidade do fornecimento a longo prazo.

A Opas reforça que a implementação será progressiva. Cada país deverá seguir seus próprios ritos regulatórios, protocolos clínicos e planejamento programático. A organização tem oferecido cooperação técnica para que os sistemas de saúde nacionais estejam preparados para a introdução do fármaco, garantindo que a distribuição ocorra de forma segura e baseada em evidências científicas.

Países contemplados e o futuro da rede de proteção

A lista de nações que terão acesso facilitado ao medicamento inclui, além do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Esta rede de acesso complementa acordos de licenciamento voluntário que já abrangem 24 países na região, inseridos em uma estrutura global que atende 120 nações.

Para a Opas, o sucesso dessa estratégia depende de uma abordagem centrada nas pessoas, respeitando diferentes necessidades e realidades sociais. A ampliação do acesso a ferramentas de diagnóstico e prevenção é o pilar central para reduzir as taxas de transmissão. Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras pautas de saúde pública, continue acompanhando o portal da Rádio Cachoeiro FM, seu compromisso diário com a informação relevante e de qualidade.

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