A seleção brasileira de ginástica artística concluiu sua participação na final por equipes do Mundial de Roterdã, nos Países Baixos, ocupando a quinta colocação geral. Liderado pelas medalhistas olímpicas Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, o quinteto nacional somou 159.730 pontos ao término das apresentações realizadas nesta quarta-feira (21).
A competição reuniu as principais potências da modalidade em solo europeu e foi marcada por exibições consistentes da equipe brasileira, que se destacou por registrar raras falhas e nenhuma queda ao longo de seus aparelhos. O desempenho sólido consolidou a evolução do grupo na elite internacional.
Consistência em quadra e salto na tabela
O resultado expressivo na decisão veio acompanhado de uma recuperação expressiva na tabela de classificação geral. Classificadas para a final em oitavo e último lugar na última segunda-feira (19), quando totalizaram 159.131 pontos, as brasileiras conseguiram elevar o nível técnico de suas execuções.
Entre todas as nações finalistas, o Brasil destacou-se por ter sido a única equipe capaz de melhorar o somatório de notas em relação à fase anterior. Com essa subida, o grupo ultrapassou concorrentes diretas e garantiu a quinta posição na competição mundial.
Composição da equipe e novos talentos
Além das referências Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, a delegação brasileira contou com a dedicação e o talento de outras atletas fundamentais para a campanha em Roterdã. A formação do quinteto titular e do grupo de apoio refletiu a profundidade técnica que a modalidade vem alcançando no país.
A equipe Amarelinha foi representada também pelas ginastas Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Wesiberg, além de Gabriela Bouças integrando o grupo como reserva. A harmonia e a união do conjunto foram apontadas como diferenciais para manter a estabilidade emocional sob pressão.
Pódio internacional e vagas olímpicas
A disputa pelas medalhas principais teve reviravoltas importantes e encerrou jejuns históricos no cenário mundial da ginástica artística. O topo do pódio ficou com a China, que atingiu 165.764 pontos e quebrou uma hegemonia de duas décadas sem vencer o torneio coletivo.
Após acumular sete títulos mundiais consecutivos, a seleção dos Estados Unidos obteve 165.531 pontos e ficou com a medalha de prata. O bronze foi conquistado pelo Japão, com 164.063 pontos, voltando ao pódio mundial da categoria após um intervalo de 60 anos.
Além das premiações máximas, o desempenho das equipes na competição teve peso classificatório direto para o ciclo dos próximos Jogos Olímpicos. Os três países medalhistas asseguraram vaga antecipada para a Olimpíada de Los Angeles (LA 2028), enquanto a quarta colocação ficou com a França, que somou 161.130 pontos.
Perspectivas e o caminho para o futuro
Com o encerramento desta etapa na Europa, a comissão técnica e as atletas já direcionam o foco para os compromissos dos próximos anos. O planejamento estratégico do esporte brasileiro visa consolidar a presença entre as principais potências e manter a regularidade em grandes torneios internacionais.
Em declaração repercutida após a prova, Flávia Saraiva pontuou a importância do resultado obtido em solo neerlandês para os planos futuros da modalidade. “Nosso principal objetivo era a classificação para o Mundial de 2027. Sabemos que a caminhada é dura. O primeiro passo a gente já deu. Agora é continuar treinando”, destacou a ginasta sobre a próxima edição, que distribuirá vagas olímpicas às primeiras nove equipes colocadas.
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