Rádio Cachoeiro FM 96.3 Ao Vivo

PUBLICIDADE

Buscas por trabalhadores de hidrelétricas no Nepal entram em fase crítica

Buscas por trabalhadores de hidrelétricas no Nepal entram em fase crítica
© Nepal Army/ Reuters/ Proibido reprodução

As operações de resgate no Nepal alcançaram um estágio de urgência extrema nesta segunda-feira (7). Equipes especializadas intensificam os esforços para localizar mais de 100 trabalhadores que permanecem desaparecidos em túneis de usinas hidrelétricas, após o desastre natural que devastou a região fronteiriça com a China há 13 dias. A esperança de encontrar sobreviventes foi renovada por resgates bem-sucedidos realizados no último fim de semana, desafiando as expectativas diante da magnitude da tragédia.

A corrida contra o tempo em túneis subterrâneos

O foco principal das equipes do Exército nepalesa está concentrado na vasta rede de túneis das usinas. Estima-se que cerca de 121 pessoas, do total de 900 desaparecidas em projetos hidrelétricos, possam estar presas nessas estruturas. Especialistas acreditam que a existência de bolsas de ar e compartimentos internos pode ter permitido a sobrevivência de alguns trabalhadores, mesmo após quase duas semanas de isolamento sob escombros e lama.

No projeto hidrelétrico de Chilime, localizado no distrito de Rasuwa, a situação é tratada como prioridade. O parlamentar Shri Ram Neupane confirmou que equipamentos especializados já foram mobilizados para a área, onde quatro das seis pessoas desaparecidas ainda são buscadas com a expectativa de serem encontradas com vida. A complexidade técnica da operação exige precisão cirúrgica para evitar novos desmoronamentos durante a escavação.

Contexto de um desastre transfronteiriço

O cenário de destruição teve início em 26 de agosto, quando o colapso de parte de uma geleira provocou uma avalanche de lama e rochas que atingiu um rio na fronteira entre o Nepal e o Tibete. O impacto foi devastador, soterrando rodovias e vilarejos inteiros. Dados oficiais indicam que pelo menos 1.380 pessoas perderam a vida, com um número de desaparecidos que ultrapassa 5.500 indivíduos entre os dois territórios.

O governo do Nepal, diante da escala do desastre, formalizou um pedido de auxílio à comunidade internacional. Entre os itens solicitados estão drones de alta capacidade, pontes Bailey para restabelecer o acesso a áreas isoladas, kits de teste de DNA para identificação de vítimas e equipamentos específicos para resgate em túneis. A cooperação com a China também tem sido fundamental, com Pequim se comprometendo a compartilhar informações atualizadas sobre as operações no Tibete.

Luto nacional e resiliência em meio à crise

Esta segunda-feira marca o 13º dia após o desastre, data que encerra o período de luto nos ritos hindus. Em sinal de respeito, o governo nepalês determinou que a bandeira nacional seja hasteada a meio-mastro em todo o país e nas representações diplomáticas no exterior. O presidente Ram Chandra Paudel visitou as áreas atingidas para avaliar pessoalmente a extensão dos danos e prestar solidariedade às famílias afetadas.

Apesar do clima de luto, histórias de sobrevivência continuam a emergir. Recentemente, um cidadão chinês e dois operários foram retirados de túneis, enquanto uma mulher foi resgatada de sua casa soterrada. O caso da prisão distrital de Nuwakot também chamou a atenção: agentes de segurança conseguiram salvar 923 detentos ao transferi-los para uma área elevada momentos antes da invasão das águas, demonstrando a importância da prontidão em situações de emergência.

Para acompanhar os desdobramentos desta operação de resgate e outras notícias de relevância internacional, continue ligado no portal da Rádio Cachoeiro FM. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, contextualizadas e com a seriedade que o jornalismo profissional exige.

Leia mais

PUBLICIDADE