O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, classificou como uma “grande injustiça e irresponsabilidade” as críticas que apontam uma suposta inércia do governo federal na condução da crise financeira que atinge o Banco de Brasília (BRB). O posicionamento, feito nesta sexta-feira (14), ocorre em um momento de intensa pressão política e jurídica sobre a instituição bancária.
Articulação e busca por soluções técnicas
A declaração de Durigan surge logo após a realização de uma audiência pública de conciliação, ocorrida na quinta-feira (13), no Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro reuniu representantes da União, do Governo do Distrito Federal, do próprio BRB, além de membros do sistema financeiro e do Ministério Público, em uma tentativa de encontrar um caminho viável para o passivo da instituição.
Embora a União não possua responsabilidade direta sobre as dívidas do banco distrital, o secretário-executivo ressaltou que a equipe econômica tem atuado de forma proativa. Segundo ele, o governo federal tem apresentado alternativas técnicas que visam preservar a continuidade de serviços essenciais prestados pelo BRB à população do Distrito Federal, mantendo um diálogo constante com as partes envolvidas.
Limitações jurídicas e o modelo de garantias
Um dos pontos centrais do debate é a impossibilidade técnica e legal para que o governo federal conceda um aval direto à operação. Diante desse cenário, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Advocacia-Geral da União (AGU) têm coordenado esforços para desenhar um modelo alternativo de viabilidade financeira.
O foco atual das negociações é a estruturação de garantias mais robustas para as instituições privadas que participam do processo de repactuação. “Não havendo a possibilidade de aval da União e também para não ficar sem resposta, levei, em reunião, a possibilidade que foi colocada no acordo, trazida por nós. E houve reuniões para tratar como estender as garantias com mais segurança para os bancos privados”, explicou Durigan.
Contexto da crise e próximos passos
A crise no BRB tem mobilizado diferentes esferas de poder. Recentemente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de socorro ao banco, buscando mitigar os impactos financeiros e garantir a estabilidade operacional da instituição. O desenrolar dessa situação segue sendo acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelos órgãos de controle.
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