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Moeda americana termina cotada a R$ 5,44 e tem maior salto semanal desde 2008

Moeda americana termina cotada a R$ 5,44 e tem maior salto semanal desde 2008
© REUTERS/Willy Kurniawan/ Proibido reprodução

O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, combinando uma disparada expressiva do dólar e uma queda acentuada na bolsa de valores. Nesta sexta-feira (30), a moeda norte-americana avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, refletindo um cenário de cautela tanto no âmbito doméstico quanto no cenário internacional, onde os investidores reavaliaram posições diante de incertezas econômicas.

Na avaliação de analistas, o movimento intenso da semana foi impulsionado por uma série de fatores que afetaram diretamente os ativos nacionais, exigindo atenção redobrada de quem acompanha os rumos da economia. Continue acompanhando o Rádio Cachoeiro FM para manter-se informado sobre os principais desdobramentos econômicos e políticos do país com credibilidade e profundidade.

Câmbio e a valorização da moeda

O dólar comercial encerrou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, alcançando o maior valor de fechamento de 2026. Durante o pregão, a cotação chegou a atingir R$ 5,463 por volta das 16h, antes de registrar uma leve redução nos ganhos até o término da sessão.

Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou uma alta impressionante de 9,15%. Esse desempenho representa a maior valorização semanal registrada desde outubro de 2008, período marcado pelo auge da crise financeira internacional. Em outubro, a moeda avançou 5,27%, acumulando alta de 0,81% no ano.

Parte da volatilidade observada decorreu da formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central. Além disso, a cautela dos investidores em relação à política fiscal brasileira e a busca por proteção cambial antes do feriado prolongado de Finados na segunda-feira (2) pesaram sobre o real.

Bolsa de valores acumula perdas históricas

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, situando-se aos 167.921,80 pontos. O resultado marcou o quinto pregão consecutivo de baixa para o principal índice da bolsa brasileira, evidenciando o pessimismo generalizado entre os agentes de mercado.

Na análise semanal, o indicador acumulou uma desvalorização de 18,12%. Trata-se da pior queda desde março de 2020, quando o índice havia recuado 18,88% no início da pandemia de covid-19. No acumulado de outubro, a bolsa caiu 9,88%, o pior desempenho mensal desde junho de 2022.

A forte pressão sobre os ativos brasileiros ganhou tração após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro pregão após o pleito, a queda acionou o circuit breaker, enquanto dados da B3 apontaram a retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões por investidores estrangeiros nos três primeiros dias da semana.

Cenário externo desfavorável

Além das questões internas relacionadas à transição política e à definição da equipe econômica do próximo governo, o mercado brasileiro sentiu o impacto de um ambiente externo adverso. A cautela internacional se concentrou no desempenho das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos e nas perspectivas para juros globais.

Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, pressionado por temores em torno dos investimentos bilionários em inteligência artificial e dos balanços corporativos. Esse cenário global de aversão ao risco fortaleceu o dólar perante moedas de países emergentes, corroborando a alta generalizada da divisa estadunidense, conforme dados repassados pela Agência Brasil.

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