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Erupção do Etna mantém aeroporto de Catânia fechado e causa transtornos na Itália

Erupção do Etna mantém aeroporto de Catânia fechado e causa transtornos na Itália
© REUTERS/Giuseppe di Stefano/proibida a reprodução

A atividade vulcânica do Monte Etna, o vulcão mais alto e ativo da Europa, continua a impor desafios severos à aviação civil na Itália. O aeroporto de Catânia, um dos principais portões de entrada da Sicília, teve suas operações suspensas novamente, com a previsão de reabertura postergada para o início da manhã deste sábado (15). A medida é uma resposta direta à dispersão de cinzas vulcânicas, que tornam as condições de voo inseguras na região.

A operadora do terminal, a SAC, confirmou que as chegadas e partidas permanecerão paralisadas até as 2h da manhã. A decisão impacta diretamente o fluxo de passageiros em um dos períodos mais movimentados do ano, o auge das férias de verão europeu, forçando centenas de viajantes a buscarem alternativas logísticas ou enfrentarem longas esperas em outros aeroportos da ilha.

Riscos operacionais e segurança aérea

A presença de cinzas vulcânicas na atmosfera representa um dos perigos mais críticos para a aviação moderna. Diferente da poeira comum, as partículas expelidas pelo Etna são compostas por fragmentos de rocha, minerais e vidro vulcânico. Quando aspiradas por turbinas, essas partículas derretem devido às altas temperaturas internas dos motores, podendo causar falhas catastróficas e perda de potência em pleno voo.

O histórico da aviação guarda episódios que justificam a cautela extrema das autoridades italianas. Em 1982, um voo da British Airways sobre a Indonésia enfrentou uma situação limite ao atravessar uma nuvem de cinzas do Monte Galunggung, resultando na parada temporária de todos os quatro motores da aeronave. A segurança dos passageiros e da tripulação é, portanto, a prioridade absoluta que dita o fechamento do espaço aéreo siciliano.

Impacto logístico e econômico na Sicília

O aeroporto de Catânia ocupa a posição de quinto mais movimentado da Itália, sendo um pilar fundamental para a economia e o turismo da região. A interrupção atual é classificada como a mais grave das últimas duas décadas. Dados da Ansa indicam que, entre os dias 6 e 12 de agosto, cerca de 630 voos foram desviados, enquanto mais de um terço da malha aérea programada — composta por 1.974 voos — precisou ser cancelada.

Este cenário de incerteza ocorre em um momento de transição administrativa para o terminal, que iniciou em maio o processo de venda de uma participação de pelo menos 51% de sua operação. A instabilidade causada pelo Etna ressalta a vulnerabilidade logística da região frente aos fenômenos geológicos naturais, que, embora frequentes, atingem níveis de intensidade variáveis.

Para quem possui viagens agendadas, a recomendação das companhias aéreas e da SAC é clara: o status do voo deve ser consultado individualmente antes de qualquer deslocamento aos terminais. A situação permanece sob monitoramento constante das autoridades italianas, que avaliam a dispersão da pluma vulcânica para autorizar a retomada das atividades.

Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias internacionais com a credibilidade que você já conhece, continue ligado no Rádio Cachoeiro FM. Nosso compromisso é levar até você informações precisas e contextualizadas sobre os fatos que movimentam o Brasil e o mundo.

Para mais detalhes sobre o monitoramento vulcânico, consulte a fonte oficial da Agência Brasil.

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