Rádio Cachoeiro FM 96.3 Ao Vivo

PUBLICIDADE

Governo federal consultará setor produtivo antes de aplicar Lei de Reciprocidade contra EUA

Governo federal consultará setor produtivo antes de aplicar Lei de Reciprocidade contra EUA
© Washington Costa/Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta sexta-feira (14) que o governo brasileiro adotará uma postura cautelosa antes de decidir sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade em resposta ao recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos. A estratégia oficial prevê uma série de consultas com empresários nacionais e estrangeiros para avaliar os impactos reais de eventuais contramedidas comerciais.

A tensão diplomática e econômica foi intensificada após o governo norte-americano, sob a gestão de Donald Trump, implementar uma sobretaxa de 37,5% sobre diversos produtos brasileiros. A justificativa apresentada pelos Estados Unidos envolve alegações de práticas comerciais desleais e preocupações com o mercado de trabalho, argumentos que o Brasil tem rebatido com dados sobre a conformidade de suas políticas ambientais e produtivas.

O papel do diálogo com o setor produtivo

Para o ministro, a aplicação de medidas de reciprocidade exige responsabilidade e uma análise técnica aprofundada sobre quem serão os principais afetados. “O processo de reciprocidade em um país sério, e que quer ouvir quem é afetado, demanda oitiva de eventuais interessados e impactados por uma medida que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, afirmou Durigan durante entrevista à imprensa.

A abertura oficial do processo para avaliar essas contramedidas foi formalizada pelo governo na quinta-feira (13). O objetivo é garantir que qualquer resposta brasileira seja proporcional aos prejuízos causados pelas tarifas americanas, que atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações nacionais, preservando a competitividade do país no mercado global.

Entenda a Lei de Reciprocidade

A Lei nº 15.122, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional no ano passado, funciona como um instrumento de defesa comercial. Ela permite que o Brasil suspenda concessões ou aplique tributos adicionais caso identifique ações unilaterais de outros países que prejudiquem a economia nacional.

As contramedidas previstas na legislação incluem:

  • Imposição de novos tributos ou taxas sobre importações.
  • Revogação de isenções fiscais anteriormente concedidas.
  • Restrição direta à importação de bens ou serviços específicos.
  • Ajustes tarifários equivalentes ao prejuízo econômico sofrido.

Contexto de disputa comercial

O cenário atual é de escalada no atrito comercial. Enquanto o Brasil busca respaldo na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde já acionou o órgão contra o tarifaço em agosto de 2025, o governo federal tenta equilibrar a defesa dos interesses nacionais com a necessidade de manter canais de diálogo abertos. A cautela mencionada pelo ministro da Fazenda reflete o receio de que uma retaliação imediata possa gerar efeitos colaterais indesejados para a indústria brasileira.

Acompanhe a cobertura completa sobre os desdobramentos desta disputa comercial e outros temas fundamentais para a economia brasileira aqui no portal da Rádio Cachoeiro FM. Nosso compromisso é levar até você uma análise precisa, atualizada e contextualizada dos fatos que impactam o seu dia a dia e o futuro do país.

Leia mais

PUBLICIDADE