A temporada brasileira de cruzeiros turísticos 2026/2027 começa oficialmente nesta sexta-feira (30), trazendo perspectivas bastante positivas para o setor de serviços e para a economia nacional. Com um acréscimo expressivo de um quarto a mais de leitos em relação ao ciclo anterior, a atividade projeta superar a marca de 72 mil empregos gerados no último período, movimentando portos e destinos litorâneos até o dia 9 de abril do ano que vem.
O Ministério do Turismo informou que a expectativa financeira para os próximos meses é de uma movimentação de R$ 4,72 bilhões. Esse desempenho econômico robusto é impulsionado pelo crescimento de 24% na oferta de quartos pelos navios, totalizando 800 mil leitos disponíveis. Os dados estratégicos foram compilados com base em levantamentos da Associação Internacional de Cruzeiros Marítimos (Clia).
Frota ampliada e rotas pelo litoral brasileiro
Para esta temporada, o país contará com oito navios dedicados exclusivamente à costa nacional, o que representa uma embarcação a mais do que no ciclo passado. As operações de embarque e desembarque estarão concentradas em pontos estratégicos do litoral, incluindo Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá.
Além da frota doméstica, a costa brasileira receberá reforço internacional. Estão programados 28 navios de longo curso, operados por 22 companhias diferentes, que realizarão mais de 200 escalas em 32 portos e pontos de parada ao longo do território nacional, ampliando o fluxo de visitantes estrangeiros.
Impacto econômico nos principais portos do país
Considerando tanto as operações de cabotagem quanto as embarcações de longo curso, o Porto de Santos (SP) lidera as projeções para a temporada, acumulando 640 mil leitos previstos e um potencial de injeção financeira superior a R$ 616 milhões na economia regional.
Na sequência, o Rio de Janeiro (RJ) aparece com a expectativa de receber 316 mil leitos, gerando um impacto estimado em R$ 304 milhões. No Nordeste, Salvador (BA) projeta receber cerca de 182 mil leitos, com movimentação de R$ 175,2 milhões, enquanto Maceió (AL) prevê 137 mil leitos e R$ 131,9 milhões.
Na região Sul, Balneário Camboriú (SC) se destaca com 198.071 leitos ofertados e impacto de R$ 190,6 milhões, seguido logo atrás por Itajaí (SC), com 165.474 leitos e R$ 159,3 milhões. Já o litoral do Paraná, por meio de Paranaguá (PR), registra 36.356 leitos e um impacto econômico calculado em aproximadamente R$ 35 milhões.
Crescimento do turismo internacional e geração de renda
Outro indicador relevante para o mercado de cruzeiros é a tendência de alta na participação de turistas estrangeiros. O público internacional passou de 16,1% na temporada 2024/2025 para 23,9% no ciclo seguinte, consolidando o Brasil como um destino cada vez mais competitivo nas rotas globais de navegação.
O ministro do Turismo ressaltou que a chegada de um navio movimenta toda a cadeia produtiva local, beneficiando desde o transporte até a hotelaria, a gastronomia e o comércio de rua. A atividade fomenta pequenos e grandes negócios, garantindo oportunidades de emprego e renda para as comunidades que recebem os visitantes.
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